Ecocentro Municipal de Cantanhede duplica capacidade de armazenamento e de reciclagem

Infraestrutura é inaugurada esta quarta-feira

Infraestrutura de crucial importância para a correta gestão de resíduos urbanos, o Ecocentro Municipal de Cantanhede entra esta quarta-feira num novo ciclo, depois das profunda requalificação e modernização a que foi sujeita a antiga infraestrutura de deposição de resíduos sólidos urbanos da INOVA-EM. Com as obras realizadas a sua capacidade de recebimento e de armazenamento duplicou relativamente à que existia antes das obras, estando agora dimensionada e equipada para receber e separar por tipologia 696,89 toneladas/ano.

O investimento, realizado por empreitada, no valor de 662.400,00€ (mais IVA) e é parcialmente cofinanciado pelo POSEUR – Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso dos Recursos, na sequência da candidatura submetida pela empresa municipal de Cantanhede para obtenção de apoio no âmbito da rubrica “Projetos Inovadores de Recolha Seletiva”.

Instalada na Zona Industrial de Cantanhede, numa área aproximada de 1.635 m2, o ecocentro recebe atualmente cerca de 50% do total de resíduos para reciclagem no concelho, sendo os restantes recolhidos pelo sistema multimunicipal, em ecopontos coletivos ou através de recolha porta-a-porta no pequeno comércio.

Com o novo sistema de gestão, que inclui equipamentos adicionais em cumprimento dos requisitos de qualidade e eficiência aplicáveis, a infraestrutura reúne todas as condições operacionais, de segurança e ambientais adequadas ao armazenamento temporário e transporte de materiais, encontrando-se perfeitamente alinhado com as orientações e prioridades do Plano Estratégico para os Resíduos Urbanos 2020 e a estratégia de intervenção do POSEUR nos resíduos.

O investimento faz parte de uma operação que tem por objetivo o reforço do sistema de recolha seletiva com cobertura integral do território municipal, e inclui um novo equipamento, um Ecocentro Móvel, para deposição de determinadas frações contidas nos resíduos urbanos, nomeadamente materiais perigosos como têxteis, madeiras, CD, DVD, consumíveis informáticos, tintas, vernizes, termómetros de mercúrio, entre outros, proporcionando aos cidadãos e empresas um centro de proximidade para deposição de resíduos que, pelas suas caraterísticas, não podem ser colocados nos tradicionais ecopontos ou não é viável a sua recolha porta-a-porta. O Ecocentro Móvel percorrerá todas as Freguesias do Concelho.

A par disso, dará apoio a ações de educação e sensibilização ambiental, onde se promovam cursos, workshops e oficinas, com o intuito de envolver a comunidade local para a prevenção e redução da produção de resíduos, reutilização e recuperação de materiais e preparação para a reutilização e reciclagem.

É intenção da INOVA Entidade Gestora gerar sinergias com escolas, associações e empresas, constituindo-se, assim, como o “pilar” de ligação entre a necessidade de recolher seletivamente outros resíduos passíveis de valorização (que não exclusivamente embalagens de papel/cartão, plástico, metal e vidro) e o seu posterior encaminhamento para operações de tratamento e valorização.

Está prevista a implementação de incentivos aos utilizadores do Ecocentro, bem como do “Ecocentro Móvel” – Com o objetivo de envolver a comunidade nos princípios da economia circular, que receberá em troca recompensas pelo seu comportamento.

ECOCENTRO EM NÚMEROS

  • Valor total do investimento no projeto de modernização: 662.400,00 euros+ IVA
  • Capacidade de recebimento: 696,89 toneladas/ano
  • Área: 1.635 m2

INOVA investe na remodelação da rede de abastecimento de água de Pocariça e Arrôtas

A INOVA tem em curso um investimento de 546.044,85 euros, com um prazo de execução previsto de 540 dias, para a remodelação da rede de abastecimento de água e ramais nas zonas urbanas de Pocariça e Arrôtas.

A empreitada consiste na remodelação das infraestruturas de abastecimento de água, através da substituição das redes antigas que apresentam perdas significativas de água, decorrente de roturas frequentes de difícil deteção, bem como a melhoria de condições de fornecimento no que respeita à estabilidade de caudais e pressão, no sentido de garantir a qualidade no desempenho da rede, a fiabilidade e o conforto para os consumidores.

A intervenção vai beneficiar uma população estimada em 1100 habitantes, sendo substituídos todos os 460 ramais domiciliários existentes, e instalados 31 dispositivos para apoio no combate de incêndios urbanos.

A obra da remodelação da rede, com a instalação de condutas em PEAD, contempla a execução de 7,9 quilómetros de novas condutas.

Em simultâneo, de forma articulada entre os serviços da INOVA e os serviços camarários, a Câmara Municipal está a executar trabalhos de requalificação na Rua António Lima Fragoso, que incluem a construção de um troço de ciclovia.

Os trabalhos de remodelação da rede de abastecimento de água serão realizados no regime de empreitada, com fiscalização e coordenação de segurança garantidos pela INOVA, pelo que a empresa apela à compreensão e colaboração dos clientes e população em geral, dado que se irão observar limitações no trânsito com necessidade de desvios pontuais, interrupções de fornecimento de água, intervenções nos muros e paredes dos prédios particulares para substituição dos ramais, e outros incómodos provocados por este tipo de obras

Renovação da Certificação

Renovação da Certificação do Sistema de Gestão da Qualidade (Norma ISO 9001:2015), (Sistema de Gestão da Segurança e Saúde do Trabalho (Norma NP ISO 45001:2019) e Sistema de Gestão Ambiental  (NP EN ISO  14001:2015)Após auditoria realizada pela EIC- Empresa Internacional de Certificação, SA, a INOVA-EM obteve a renovação da Certificação no âmbito dos Sistemas de Gestão da Qualidade, Gestão da Segurança e Saúde do Trabalho E Sistema de Gestão Ambiental, conforme os requisitos das normas NP EN ISO 9001:2015 , NP ISSO 45001:2019 e NP EN ISSO 14001:2015.Esta renovação demonstra a preocupação que a INOVA tem em respeitar as normas mais exigentes e apostar na melhoria contínua e modernização dos seus processos e métodos de trabalho, tendo sido auditadas as atividades de gestão do Sistema de Água e Saneamento, do Sistema de Resíduos Urbanos, Limpeza Urbana, manutenção de Espaços Verdes, da Organização da Expofacic, da Limpeza das Piscinas Municipais e da exploração agrícola da Quinta Biológica.

Câmara de Cantanhede e INOVA-EM apresentaram estudo sobre biorresíduos

A Câmara Municippal de Cantanhede e a INOVA-EM realizaram hoje, 13 de junho, a apresentação e discussão pública do relatório preliminar do “Estudo para o Desenvolvimento de Sistemas de Recolha de Biorresíduos de Cantanhede”.

A sessão decorreu no salão nobre dos Paços do Concelho, com a presença da presidente da autarquia, Helena Teodósio, que afirmou ser “um privilégio o Município contar com uma empresa municipal que está sempre empenhada em melhorar a oferta que se pretende dar aos munícipes ao nível do abastecimento de água, saneamento e proteção ambiental”. A edil camarária enalteceu o “apoio da empresa 3Drivers – Engenharia, Inovação e Ambiente Lda na elaboração do estudo para o desenvolvimento do sistema de recolha de biorresíduos assumindo-se como uma estratégia relevante de apoio as decisões futuras do Município de Cantanhede”.

No que se refere ao tratamento caseiro dos biorresíduos a autarca sublinhou “o interesse do estudo da INOVA-EM no sentido de reforçar as condições tendentes a acentuar essa boa prática no concelho”, destacando ainda o importante “papel que as escolas têm vindo a desempenhar na sensibilização e formação das crianças para esse importante desígnio coletivo, em particular no que diz respeito aos comportamentos e atitudes a adotar relativamente à separação, seleção e reciclagem do lixo”.

Por seu lado, Idalécio Oliveira, presidente do Conselho de Administração da INOVA-EM destacou como principal objetivo “deste estudo, determinar a melhor estratégia a implementar no município de Cantanhede, tendo em consideração as suas características geográficas e territoriais, processo que passa, por isso, pela própria gestão global de todos os resíduos urbanos produzidos no território. Nesse sentido, a estratégia passa por diferentes fases, começando desde logo pelo diagnóstico com particular em foque nos biorresíduos, face às metas estabelecidas pela legislação em vigor que determinam que, até final de 2023, esta recolha seletiva deve estar devidamente operacionalizada”. Idalécio Oliveira salientou a “necessidade premente da implementação de uma solução que permita recuperar na origem, de forma eficaz, os resíduos alimentares produzidos no território de Cantanhede, referindo o percurso de tem sido feito e reforçando a importância da sensibilização e informação junto da população por forma a observar-se um ajustamento progressivo dos comportamentos e práticas para melhoria contínua dos indicadores e resultados. Reforçou também a importância da sustentabilidade ambiental e financeira que estes processos implicam, e da importância de reduzirmos os volumes de resíduos produzidos, da separação dos mesmos para valorização e reciclagem, da compostagem e da reintrodução nos solos”.

O estudo para o desenvolvimento do sistema de recolha de biorresíduos assume-se como uma estratégia de apoio à decisão para o Município de Cantanhede de avançar para a identificação de um conjunto soluções passíveis de serem implementadas, com vista a garantir que os biorresíduos produzidos possam ser separados e reciclados na origem, ou recolhidos seletivamente assegurando a sua máxima eficácia para posterior tratamento nas infraestruturas existentes na entidade gestora em alta. Este documento constitui-se por isso, como um objetivo para gerar benefícios económicos globais na sua valorização orgânica e/ou energética, a par com a premente necessidade de evitar, ou até mesmo eliminar custos e impactos decorrentes da eliminação desta tipologia de resíduos.

Com esta análise, a empresa municipal tem como principais objetivos disponibilizar equipamentos de separação e reciclagem, valorizar a orgânica dos biorresíduos recolhidos seletivamente, não sendo permitida a mistura de resíduos recolhidos seletivamente com os resíduos indiferenciados, para além da articulação entre as entidades gestoras responsáveis pela recolha seletiva dos biorresíduos, previstas no ponto 4.1. e os Sistemas de Gestão de Resíduos Urbanos responsáveis pelo seu tratamento. Este processo prevê ainda a implementação de recolha seletiva de biorresíduos assente na avaliação dos resultados das ações concretas implementadas/ a implementar no terreno, destinadas a diferentes público-alvo e o aproveitamento destes biorresíduos em cada área geográfica, nomeadamente através da sua valorização energética e valorização orgânica, através do uso do digesto e do composto para enriquecimento dos solos, entre outros usos

Deste modo a INOVA-EM, entende ser pertinente e importante a realização deste tipo de estudos para avaliar as melhores soluções e assegurar a racionalidade dos investimentos a realizar, de modo a identificar o potencial de recolha e valorização de biorresíduos no município de Cantanhede.

A este propósito o Fundo Ambiental, enquanto instrumento financeiro de apoio à política ambiental do governo, lançou um programa destinado a disponibilizar aos municípios, financiamento para a elaboração de um diagnóstico que conduza à definição de um Plano de Ação e de Investimento para a operacionalização da recolha seletiva de biorresíduos conducente à sua valorização, seja através da implementação de uma rede de recolha seletiva de biorresíduos seja pela separação e reciclagem na origem através implementação da compostagem doméstica ou comunitária, alinhados com a estratégia definida ou a definir pelos Sistemas de Gestão de Resíduos Urbanos.

Recorde-se que em 30 de maio de 2018 foi aprovada a Diretiva (UE) 2018/851 do Parlamento Europeu e do Conselho que altera a Diretiva 2008/98/CE relativa aos resíduos, que veio a estabelecer a obrigatoriedade dos estados membros assegurarem, até 31 de dezembro de 2023, que os biorresíduos são separados e reciclados na origem ou recolhidos seletivamente, a fim de evitar o tratamento de resíduos que relega os recursos para os níveis mais baixos da hierarquia de gestão dos resíduos, por exemplo aterro, e permitir uma reciclagem de elevada qualidade e de impulsionar a utilização de matéria-prima secundária de qualidade.