Investimentos a cargo da INOVA-EEM

Empreitadas no sector do saneamento prosseguem em bom ritmo

O presidente da Câmara Municipal de Cantanhede, João Moura, a vice-presidente da autarquia, Helena Teodósio, e o presidente do Conselho de Administração da Inova-EEM, António do Patrocínio Alves, fizeram ontem mais uma visita a vários locais onde estão a ser executadas obras de saneamento no concelho.A visita serviu para fazer um ponto da situação relativamente ao modo como estão a decorrer diversas empreitadas que a empresa municipal tem em curso no âmbito de um programa de obras que envolve investimentos na ordem dos 13,4 milhões de euros e que deverá estar concluído dentro de um ano. Quando tal acontecer, o Município de Cantanhede terá uma taxa de cobertura da ordem dos 95% do território, mais 5% do que o preconizado no PEAASAR II (Plano Estratégico de Abastecimento de Água e Saneamento de Águas Residuais), que aponta às autarquias a meta de 90% até 2013.

Nas declarações públicas que tem proferido sobre esta matéria, o presidente da autarquia cantanhedense tem afirmado que a aposta na conclusão das infra-estruturas de saneamento foi sempre uma das principais opções estratégicas do executivo, apontando a propósito o número de empreitadas que estão a decorrer e no montante dos investimentos que a INOVA-EEM está a realizar. João Moura tem aliás insistido na ideia de que, «sendo o saneamento um dos principais indicadores do nível de desenvolvimento das comunidades, este dossiê tinha que ser encerrado de uma vez por todas. Seria um contra-senso a aposta que estamos a fazer na valorização da base económica para áreas da inovação e deixarmos persistir a falta de uma infra-estrutura básica tão importante como a da recolha e tratamento de esgotos».

Segundo o autarca, foi por isso que a Câmara Municipal teve o cuidado de destinar para o sector do saneamento 50% do valor das candidaturas negociadas no âmbito da Comunidade Intermunicipal do Baixo Mondego, tendo em vista a obtenção de apoio financeiro do QREN - Programa Mais Centro. «E a INOVA fez realmente um excelente trabalho, quer nestas quer nas apresentadas ao POVT, o que permite que estejam no terreno obras que correspondem a investimento de 13,4 milhões de euros com comparticipação do QREN». Por esse facto, o Presidente da edilidade cantanhedense não se tem cansado de manifestar «grande apreço pelo modo como a empresa municipal tem vindo a concretizar as orientações da autarquia neste domínio e que estão aliás bem expressa no Documento de Enquadramento Estratégico do Saneamento de Águas Residuais do Concelho de Cantanhede elaborado pela INOVA».

Por seu lado, o presidente do Conselho de Administração da INOVA-EEM tem vindo, também ele, a manifestar publicamente a avaliação extremamente positiva que faz ao modo como tem vindo a ser executado o programa de investimentos da empresa municipal na área do saneamento. Quando em Outubro do ano passado foram assinados os autos de consignação das duas últimas empreitadas adjudicadas nesse âmbito, António do Patrocínio Alves recordou que, «quando a INOVA foi constituída, em 2003, a taxa de cobertura do território se situava nos 30%, em 2005 subiu para os 32% e em 2009 atingiu os 52 por cento. Com a recente ligação do sistema da Freguesia de Cadima e de parte da Freguesia de Sanguinheira, ficámos com 68,17% da população ligada à rede de saneamento, no final de 2011 alcançaremos os 85% e em 2012, com a conclusão de todas as empreitadas em curso, chegaremos então à meta dos 95%, Ficarão por ligar apenas algumas habitações dispersas, fora dos aglomerados urbanos». Entretanto terão sido realizados investimentos que ascendem a cerca de 13,4 milhões de euros em obras que beneficiam de uma taxa de comparticipação média de 62%, no âmbito do QREN, o que, em valor absoluto, representa 8,1 milhões de euros.

Recorde-se ainda que na ocasião em que contratualizava as últimas empreitadas, o presidente do Conselho de Administração da INOVA-EEM sublinhou o facto de «a empresa municipal ter apresentado atempadamente candidaturas muito bem fundamentadas do ponto de vista técnico e financeiro. A INOVA foi a primeira entidade a nível nacional a ter candidaturas aprovadas pelo Programa Operacional de Valorização do Território (POVT), no âmbito do QREN, tudo decorreu da melhor forma, aliás à semelhança das do Programa Mais Centro, o que é bem sintomático do modo empenhado e profissional como os serviços da empresa têm trabalhado no desenvolvimento deste processo».

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